terça-feira, 30 de agosto de 2016

Mata Atlântica depende de animais ameaçados de extinção



O Parque Nacional do Iguaçu (PNI) abriga um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da América Latina, que totaliza mais de 600 mil hectares de áreas protegidas, considerando o território argentino. Esse remanescente do bioma Mata Atlântica é composto por oito ecossistemas, entre eles a Floresta com Araucárias ou Mata dos Pinhais, e abriga mais de 22 mil espécies de fauna e flora. Em todo o Brasil, mais de 120 milhões de pessoas dependem diretamente da Mata Atlântica para viver.

Dada a importância desse bioma e a necessidade de conservá-lo, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza apoia o projeto “Mamíferos como indicadores da saúde do ecossistema Floresta com Araucárias”, desenvolvido no PNI pelo Instituto Neotropical: Pesquisa e Conservação.
A ocorrência de espécies ameaçadas de extinção em áreas protegidas pode ser um sinal de ‘boa saúde’ do ecossistema. Por isso, os pesquisadores estão analisando a presença de animais ameaçados dentro do parque para identificar o status de ameaça e, posteriormente, criar um plano de ação para conservá-los.


Desde março deste ano, 30 câmeras foram instaladas em vários pontos estratégicos do parque. O monitoramento está sendo realizado em duas etapas, totalizando 60 pontos amostrais (o acompanhamento dura em média 40 a 45 dias). Várias espécies já foram flagradas, como onça-pintada (Panthera onca), cutia (Dasyprocta azarae) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestris). Cada uma possui importante papel na conservação e manutenção natural dos ambientes naturais onde estão, especialmente a Floresta com Araucárias, um dos ecossistemas mais ameaçados dentro da Mata Atlântica, que está protegido no PNI.

O registro de grandes mamíferos carnívoros, como a onça-pintada, pode ser um bom indício de que o ecossistema está equilibrado, já que sua nutrição depende da existência de outras espécies, as quais dependem de fontes de alimentação variadas para sobreviver. “ Ela é menos comum nessa região do parque, principalmente por causa da caça, pois acreditam que ela pode causar danos a rebanhos domésticos”, explica Carlos Rodrigo Brocardo, pesquisador responsável pelo projeto e associado do Instituto Neotropical: Pesquisa e Conservação.

Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, explica que mamíferos de médio e grande porte são especialmente sensíveis a intervenções nos ambientes naturais, tais como desmatamentos e caça e, por essa razão, são excelentes indicadores de equilíbrio ecológico de um determinado ecossistema. 


“Uma floresta que aparentemente esteja conservada, mas que não abrigue esses mamíferos, está sujeita a desaparecer com o tempo, prejudicando todos os demais serviços ambientais por ela ofertados, tais como o fornecimento de água, a proteção de encostas, a manutenção de polinizadores, a regulação climática, entre outros, afetando diretamente a vida das pessoas de seu entorno”.

Animais de pequeno porte têm papel fundamental

Nem só os grandes animais trazem referências sobre o status de conservação do ambiente. Segundo o pesquisador, a presença de cutias também é um ótimo indicativo. “A cutia tem papel importante para dispersar o pinhão, semente da araucária, auxiliando na regeneração da Floresta com Araucárias”, comenta. Esse ecossistema nativo do Centro-Sul do Brasil tem hoje menos de 3% da sua área original de ocorrência, que abrangia áreas do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e da Serra da Mantiqueira.



Outro animal observado no parque foi o tamanduá-bandeira, considerado “criticamente em perigo”. Essa espécie tem uma função essencial no equilíbrio do ecossistema, já que é responsável pelo controle de insetos e dispersão de sementes.


  
Fonte: Ana Paula Scorsin

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Destinos para curtir o início da temporada de neve na França


Quando os primeiros sinais de neve são avistados na França, os hotéis nas montanhas se colocam como a melhor opção para quem deseja uma experiência de inverno autêntica. Enquanto os declives cobertos de gelo garantem diversão plena para os amantes dos esportes de neve, hotéis cheios de personalidade oferecem experiências de lazer e gastronomia que prometem surpreender até os viajantes mais exigentes.

Megève, nos Alpes, é um dos mais charmosos destinos de inverno do país francês. Com um patrimônio arquitetônico secular, a cidade mantém suas raízes, refletidas nas carruagens puxadas por cavalos, nas ruas de paralelepípedo, nas construções e igrejas. Considerada uma aldeia de montanha chique, a comuna abriga dois hotéis sofisticados e que atendem viajantes com propostas bem distintas.


O Les Fermes de Marie é um cinco estrelas que reproduz as habitações tradicionais de Megève em um ambiente confortável e genuíno, conceito que permite aos hóspedes desfrutarem de uma vida de montanha tal como os moradores da região. Dispostos como as fazendas instaladas ali, os nove chalés interligados se espalham por uma área de quatro acres. O material usado na construção do Les Fermes de Marie é o mesmo das antigas construções que ocupavam o terreno.


A singularidade dos 70 quartos e suítes do hotel é tão marcante quanto seu serviço personalizado e atencioso. Para as famílias, a conveniência de recreação infantil. Para os amantes da cozinha, aulas com o chef Lionel Arnoux e table d´hôte em uma cabana no alto das montanhas. E para quem busca relaxamento, o primeiro Spa Pure Altitude, com uma piscina e 17 cabines de tratamento.

Merece destaque o restaurante Traditionnel, recomendado pelo Guia Michelin e Bottin Gourmand, que oferece uma gastronomia elegante baseada no uso de ingredientes locais: desde a pesca do dia até as ervas aromáticas. Outro sugerido pelo tradicional Guia Michelin é o Alpin, que resgata as receitas da região, como fondue e raclette, em um menu desenvolvido pelo chef Frédéric Royer, mestre queijeiro da Fromagerie Boujon. E, durante o inverno, no La Salle à Manger a trufa é a grande estrela. Conhecida como diamante negro, a iguaria é servida até na sobremesa, com polenta doce e compota de marmelo.


No coração de Megève, o hotel Lodge Park fica a poucos metros do acesso aos meios de elevação da área de esqui, da praça da comuna e do cassino local. A mistura entre o rústico e o sofisticado fica latente neste quatro estrelas, sobretudo em sua decoração, que combina chifres de gazela com mesas de sequóias e tecidos de lã com estampas da savana africana. O hotel possui 49 quartos e suítes, que variam de 25 a 75 metros quadrados, além do premiado restaurante Beef Lodge, adega, bar com lareira e o spa Pure Altitude.

Em Val Thorens, coração da maior área de esqui do mundo, a uma altitude de 2300 metros, o Altapura é ideal para os aficionados por esportes de neve. O luxuoso boutique-design hotel da rede Sibuet ostenta uma atmosfera nórdica, refletida no uso de madeiras e pedras nobres, enquanto foca em atender com excelência os entusiastas da neve.


Além da impressionante loja de esqui by Goitschel dentro do hotel, o Altapura possui uma sala de esqui com acesso direto para as pistas, profissionais à disposição para esclarecer dúvidas sobre as descidas e dicas diárias de um treinador de esportes no Mini Mac do quarto. O spa Pure Altitude também oferece pacotes de tratamentos especialmente dedicados aos esportistas.


Em relação à gastronomia, os três restaurantes do hotel – 2Mille3, La Laiterie e Les Enfants Terribles - Val Thorens – são recomendados pelo Guia Michelin. Enquanto o primeiro oferece lanches rápidos para esquiadores apressados, o segundo harmoniza os sabores montanhosos de fondue e vinho. O Les Enfants Terribles, por fim, apresenta um menu sofisticado, que inclui foie gras caseiro de pato e gratin crozet com queijo Beaufort, por exemplo.


Fonte: Daniel Ramirez

Investidores pedem que nações do G20 ratifiquem o Acordo de Paris


Enquanto os líderes das maiores economias do mundo se preparam para participar da próxima reunião do G20 em Hangzhou, na China, 130 investidores com mais de US$ 13 trilhões de ativos sob sua gestão enviaram carta aos chefes de Estado do G20 exortando-os a ratificar o Acordo do Clima Paris este ano. Nesse texto, os investidores, que integram uma coligação de seis organizações, conclamam as nações do G20 a dobrar o investimento global em energias limpas, tornar mais rígidas as normas de divulgação de riscos climáticos, precificar o carbono e eliminar progressivamente os subsídios aos combustíveis fósseis.

Falando sobre a carta, Stephanie Pfeifer, CEO do Institutional Investors Group on Climate Change (IIGCC) disse: "O Acordo de Paris fornece um sinal claro aos investidores de que a transição para uma economia de baixo carbono e de energias limpas é inevitável e já está em andamento. Os governos devem ratificar o Acordo de Paris rapidamente e ter a responsabilidade de implementar políticas que conduzam melhor a divulgação dos riscos climáticos, de reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e de implementar sinais de precificação fortes o suficiente para catalisar o significativo investimento do setor privado para as soluções de baixo carbono necessárias para concretizar as metas do acordo".

Os investidores também apelam aos líderes do G20 para dar prioridade à regulamentação pelos agentes reguladores financeiros nacionais para exigir a divulgação dos riscos climáticos "materiais". Comentando sobre esse tema, Mindy Lubber, presidente da ONG norte-americana Ceres e diretora da Investor Network on Climate Risk (INCR), disse: "Os órgãos reguladores financeiros, como a SEC, devem intensificar a atenção para melhorar a qualidade das divulgações climáticas corporativa, que estão bastante atrasadas ao considerar os amplas e crescentes riscos climáticos. Melhorar a qualidade da informação financeira relacionada com o clima, e alinhá-la entre diferentes jurisdições, é vital para estimular uma ampla ação do mercado de capitais sobre esta questão. As nossas organizações estão totalmente envolvidos com a Força Tarefa do Conselho de Estabilidade Financeira de Divulgação Financeira relacionados com o clima (TCFD). Nós aplaudimos esta iniciativa e encorajamos as nações do G20 a considerar as próximas recomendações do TCFD como contribuições para suas regras nacionais de divulgação".

Os investidores também exortam o G20 a apoiar a duplicação do investimento global em energias limpas até 2020, tal como solicitado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas (2) em janeiro de 2016. Falando sobre este tema, Emma Herd, CEO of the Investor Group on Climate Change (IGCC) said, disse: "Embora o setor privado possa fornecer grande parte deste investimento vital, a sinalização política também deve apoiar as metas climáticas da forma mais clara possível. Manter um forte crescimento no investimento em energias limpas é a chave para combater as mudanças climáticas. Nós encorajamos fortemente os países do G20 a ratificar o Acordo de Paris e ajudar a conduzir trilhões de dólares em novas oportunidades de investimento para energias limpas".

A carta também saúda o trabalho do Grupo de Estudos de Finanças Verdes do G20, que visa aumentar a contribuição dos investidores institucionais para tornar os fluxos financeiros tradicionais mais verdes. Fiona Reynolds, Diretora do PRI, disse: "Os investidores que assinam esta carta entendem que as conclusões do grupo de estudo serão apresentadas na Cúpula dos Líderes do G20 em 2016. Portanto, pedimos que as futuras presidências do G20 dêem continuidade a esta agenda de finanças verdes. Para que o financiamento verde atinja seu potencial, o G20 deve incentivar os setores público e privado a trabalhar mais estreitamente em questões como uma proteção ambiental e uma implentação da legislação ambiental mais fortes. Incentivos e quadros regulamentares também devem ser implantados para que o capital privado flua mais livremente em investimentos verdes".

Paul Simpson, CEO do CDP, acrescentou: "Os investidores também destacam as recomendações feitas aos líderes mundiais um ano atrás, na Declaração de Investidores sobre Mudanças Climáticas, e renovam seu apelo para que o G20 apoie tanto o desenvolvimento de preços sobre o carbono como o início imediato da eliminação progressiva dos subsídios aos combustíveis fósseis".

Finalmente, os investidores também usam a carta para instar o G20 a priorizar a execução de suas contribuições nacionalmente determinadas e para se prepararem para fortalecê-las com o objetivo de assegurar que todas as nações do G20 cumpram seus compromissos e aumentem sua ambição climática durante 2018 para atingir os objetivos do Acordo de Paris.



Fonte: Rita Silva

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Destinos perfeitos para quem quer experimentar um pouco do paraiso


Harvest Cay, ao sul de Belize é a nova ilha particular que a Norwegian incorpora, em novembro, aos seus destinos muito especiais. Com ambiente característico da autêntica Belize oferece acesso fácil ao lindo sul do país, juntamente com comodidades de luxo; uma variedade de eco-atividades; único cais de cruzeiros do país para a conveniência e conforto do viajante.

Porto em estilo resort , que deverá receber os primeiros hóspedes em novembro de 2016, Harvest Caye vai oferecer a beleza e a natureza de Belize com tudo que os hóspedes possam desejar como experiência num destino tropical e ainda serve de porta de entrada para muitas aventuras ecológicas e culturais disponíveis em Belize.


A praia intocada de Harvest Caye será o coração do destino, com areia branca e águas cristalinas. Os hóspedes que desejarem aproveitar o dia em privacidade podem optar por alugar uma das 11 villas de luxo de praia da ilha equipadas com todo o conforto , e exclusivas opções de refeições e bebidas com serviço dedicado de portaria para que os hóspedes nunca tenham que deixar a praia.Para aqueles que preferirem a experiência ao estilo de resort, Harvest Caye vai oferecer uma ampla área de piscina com bar molhado, cascatas e cabanas.

Para os aventureiros, muita energia em Harvest Cay a partir do Farol de 40 metros de altura euma variedade de esportes aéreos como tirolesa, pontes suspensas, saltos em queda livre , uma tirolesa "super-homem" e vistas deslumbrantes sobre as colinas verdejantes do continente. E mais: a área da lagoa para esportes aquáticos – caiaque, paddle board, canoas e a marina com muita opção de comidas e bebidas e de onde partem as excursões para a parte continental de Belize.


Harvest Cay estará na rota dos seguintes navios: Norwegian Dawn , a partir de New Orleans, começando em 11 de novembro; Norwegian Getaway, partindo de Miami, começando em 20 de novembro; Norwegian Jade, a partir de 13 de novembro e Norwegian Escape, de Miami, a partir de 13 de maio de 2017.


Nas Bahamas:

Localizada nas águas cristalinas das Bahamas, Great Stirrup Cay, ilha com mais de 1 milhão de metros quadrados está sendo totalmente reformulada como parte do programa de investimentos The Norwegian Edge, no montante de US$ 400 milhões. Entre as novidades luxuosas e mais amenidades para toda família , nova área de lazer para famílias,tirolesa com mais de 300 metros de extensão, mais opções gastronômicas e villas privativas. 




Na praia de Great Stirrup Cay, um novo calçadão à beira mar com 800 metros de comprimento que oferece fácil acesso às praias de areia branca, assim como às novas áreas sombreadas com bancos mas quem preferir agito terá, junto à praia, ampla área de entretenimento e muita atividade. 
                           

E para quem prefere o mar, com snorkel é possível explorar o mar e o novo jardim submerso da ilha e, com o auxílio de mapas à prova d’agua os aventureiros vão descobrir criaturas marinhas que contam histórias no fundo do mar. Outra novidade é The Lagoon, área destinada a quem procura o máximo em luxo numa ilha disponível a partir do verão de 2017. Esta área privada de Great Stirrup Cay dispõe de uma praia intocada isolada; restaurante com vista para o mar; um sofisticado Mandara Spa; e 22 villas privadas disponíveis para reservas, variando em tamanho de estúdios a dois quartos.


Fonte: Mariuccia Ancona Lopez