sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Programa flagra movimentação de animais do Cerrado


Animais característicos do Cerrado vêm sendo flagrados em fotos que revelam informações sobre seus hábitos e condições de vida. As imagens são capturadas por câmeras especiais ativadas por movimento, instaladas na entrada das passagens de fauna – corredores de concreto abertos sob os trilhos.

Espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira, cervo-do-cerrado, onça-parda e onça-pintada já foram flagradas utilizando as estruturas. O uso de passa-fauna e o monitoramento da vida no Cerrado integram programas ambientais desenvolvidos pela Rumo, a maior concessionária de ferrovias do Brasil

Ao todo, são 87 passagens instaladas ao longo dos 752 quilômetros de linhas férreas entre Aparecida do Taboado (MS) e Rondonópolis (MT), onde funciona, desde 2013, o maior terminal de embarque ferroviário da Rumo. Foram construídos 252 quilômetros de ferrovias entre Alto Araguaia e Rondonópolis, ampliando o alcance da estrada de ferro em Mato Grosso, estado líder na produção e exportação de grãos no Brasil.

A análise dos dados coletados nesse trecho como um todo exige a dedicação de nove biólogos colaboradores da Rumo. Eles analisam periodicamente os registros de cada passa-fauna. De forma planejada, instalam câmeras por tempo determinado nos pontos de travessia. Depois, recolhem as imagens capturadas nessas “armadilhas”. 



Ao final de cada temporada, os registros são organizados e ficam à disposição da comunidade científica. É possível mensurar aspectos das condições de vida da fauna, além de verificar a existência de animais adultos e filhotes, a frequência na movimentação de famílias e grupos, a predominância de herbívoros ou carnívoros.

O número de registros de animais silvestres tem sido elevado. Numa temporada de monitoramento, chega-se a aproximadamente 1,3 mil flagrantes em 140 “armadilhas fotográficas”. Diversas espécies são registradas ao longo do período, algumas delas em diferentes graus de ameaça, como a anta, o cervo-do-pantanal, o lobo-guará, a onça-parda, a onça-pintada, a queixada, o tamanduá-bandeira, o tatu-canastra e o veado-campeiro. Além de fotos, coleta-se também pegadas dos animais, com plotes (moldes) em locais de passagem.

“O monitoramento que fazemos agrega uma série de dados importantes para trabalhos científicos relacionados à fauna do Cerrado”, afirma a coordenadora Stefani Gabrieli Age, que integra a equipe de biólogos da Rumo. A própria equipe se encarrega de produzir artigos que apresentam os registros. O uso de passa-fauna é recorrente em todo o Brasil, em rodovias e ferrovias. 


A coleta de dados nesses locais e o aproveitamento das informações ajudam a embasar projetos que identificam fatores de risco e defendem espécies nativas. Medidas simples como alertas sonoros ajudam a preservar a vida dos animais.

Fonte: José Rocher

A beleza que vem do céu !


O ser humano, desde os tempos do Antigo Egito, busca proteger-se de condições climáticas extremas, tanto para sua sobrevivência, quanto em relação a sua aparência. A vaidade e os cuidados com o corpo já faziam parte do povo egípcio e romano. Assim, a maquiagem e rituais de beleza, muitas vezes, tinham papel mais que estético: de proteção contra as intempéries do tempo.

A mais antiga das maquiagens era usada pelos egípcios, conhecida como kohl. Ela consistia em fragmentos de uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas, que servia para realçar os olhos e diminuir a incidência do reflexo do sol. Além disso, os olhos maquiados eram muito valorizados, pois, dessa forma, não se olhava direto para o deus sol. O rímel, como é conhecido hoje, era outra mistura usada, feita de óleos e passada nos cílios, para evitar a entrada de areia nos olhos.

Os cremes e óleos hidratantes de corpo também tinham sua vez! Em uma pele muito ressecada pelo sol, podiam surgir ferimentos e, assim, infecções, além da perda de água e consequente desidratação. No antigo Egito, até mesmo os trabalhadores mais humildes utilizavam óleos corporais, feitos a partir da gordura de patos e gansos, e mel, para evitar a perda de água através da pele e surgimento de possíveis feridas durantes às jornadas de trabalho.

Juliana Hermsdorff, especialista da Squitter, esclarece que as substâncias usadas para este propósito são denominadas umectantes ou emolientes (amaciantes), e seu principal objetivo na pele é reter a água na pele, ou seja, manter a pele hidratada. Na Roma Antiga, as mulheres misturavam ingredientes como papa de cevada, chifre de veado moído, mel e salitre para produzir pastas à base de gordura, que eram aplicadas na boca, como um batom primitivo, para também proteger os lábios do ressecamento. E no século XXI, nada mudou! Podemos encontrar diversos cremes e batons umectantes nas prateleiras de lojas.

Quanto aos cabelos, eles até hoje têm seu papel em relação ao clima. “Em lugares mais frios, existe uma tendência evolutiva dos cabelos serem mais lisos, pois evitam a perda de calor. Já em países mais quentes e que a circulação de ar deve ser maior, o cabelo tende a ser ondulado/cacheado para criar espaços com ar entre o ambiente, e o couro cabeludo. Essas brechas permitem o movimento do ar e a troca de calor de maneira mais eficiente. Assim, aqui no Brasil deixar o cabelo natural e os cachos soltos, deixando de fazer uma chapinha ou alisamento, pode ajudar na sensação de calor, além de ser mais prático em dias de chuva!”, finaliza Juliana.



Fonte: Renata Jordão 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O cardápio certo para quem tem medo de voar


Fazer uma viagem de avião não é uma tarefa simples, especialmente para quem tem medo de voar. São inúmeras as decisões que precisam ser tomadas para a viagem acontecer, como arrumar as malas, comprar a passagem, organizar o transporte até o aeroporto, entre outras. Na correria, um item acaba sendo deixado de lado e pode fazer toda a diferença durante o voo: a alimentação.

Segunda a psicóloga Paola Casalecchi, cofundadora da VOE Psicologia, a ansiedade gerada pelo medo de voar pode causar desconfortos gástricos, como dores de estômago, aumento da frequência de defecação, azia e enjoo. Mas, um dos principais problemas gástricos durante um voo são os gases.


“No ar, o corpo humano sofre algumas alterações, inclusive inchaço na barriga e flatulência além do normal. A explicação para esse aumento de gases vem da física: quando a pressão atmosférica cai, o ar automaticamente tem mais espaço para se expandir dentro do corpo. Estimativas apontam que este gás gerado nos passageiros ocupa um volume 30% maior do que em terra, o que explica a sensação de inchaço”, comenta Paola.

A relação deste problema com o medo de voar é que quando não soltamos os gases, eles podem causar dor no peito, nas costas, simulando até mesmo um infarto. E isso para uma pessoa ansiosa ou com aerofobia pode ser um gatilho importante para uma crise em pleno voo”, diz Paola.

- Segurar ou soltar?

Essa é uma questão bem pessoal. Porém, a boa notícia é que as companhias aéreas investem em medidas para aliviar o desconforto gerado por este problema, como o uso de filtros de carbono no ar-condicionado para absorver cheiros. As empresas também procuram servir alimentos que contenham poucas fibras e muitos carboidratos, uma combinação que facilita a digestão.

- De olho no prato:

Paola explica que o ideal é cuidar da alimentação já na véspera da viagem, no dia e durante o voo.

- Veja algumas dicas:

- Evite:

Feijão e outras leguminosas (grão-de-bico, ervilha, etc.)

Brócolis, couve-flor, couve, escarola, espinafre, batata, batata-doce, mandioquinha, repolho, alho e cebola

Leite e queijos

Cerveja e refrigerantes

Milho

Gordura e frituras em excesso

Carne


- Aposte:

Frutas

Água

Sucos naturais e chás

Carboidratos (bolachas, pães, etc.)

Segundo Paola, o segredo é fazer refeições leves ou até mesmo evitar comer antes do voo. “Um estudo de 2008 mostrou que o jejum pode ser a melhor saída para evitar o desconforto digestivo durante os voos, principalmente os mais longos. Além de ajudar neste aspecto, a pesquisa mostrou que isso contribui também para diminuir o jet lag, já que a alimentação está ligada ao nosso relógio interno”, conclui a especialista.



Fonte: Danielle Menezes

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Onze monumentos incríveis da maior região de Portugal


Com pouco mais de 500 mil habitantes e 27 mil quilômetros quadrados, o Alentejo chama a atenção por suas pequenas vilas que abrigam tesouros impressionantes. São castelos que contam histórias de batalhas épicas na antiguidade, capelas sinistras moldadas com crânios e outros ossos humanos e catedrais com detalhes minimalistas de estilos arquitetônicos consagrados.

Tudo isso em um território que anseia para ser explorado por aqueles que apreciam uma verdadeira viagem pela história. A seguir, listamos algumas dessas obras grandiosas.

1 – Paço Ducal de Vila Viçosa:
Um dos prédios mais emblemáticos do Alentejo, esse palácio foi um dos favoritos da família real portuguesa durante séculos. 


Sua fachada mede impressionantes 110 metros revestidos com mármore extraído da própria região. Hoje, o paço funciona como um museu, e seu acervo inclui o antigo mobiliário da realeza portuguesa. 

2 – Castelo de Evoramonte:
Situado entre Évora e Estremoz, esse castelo construído no século 16 fica no alto da Serra d’Ossa e é o guardião da pequena vila de Evoramonte, que foi fundada para fins militares. 


Composto por três pisos nobres no pavilhão central, tem salas de abóbadas góticas espetaculares e, no terraço, uma belíssima vista, com um campo de visão de 360 graus da paisagem.

3 – Castelo de Marvão:
No ponto mais alto da Serra de São Mamede, encontra-se essa construção magnífica, com seu belo e colorido jardim protegido por muros.


A vista de tirar o fôlego é um verdadeiro espetáculo da natureza, possibilitando uma visão panorâmica dos vastos campos verdes da serra.

4 – Capela dos Ossos:
Uma das construções mais impactantes da região tornou-se símbolo da cidade de Évora. 


Localizada no interior de Igreja de São Francisco e construída no século 17, seus pilares e paredes são revestidos por ossos que foram retirados dos cemitérios da cidade, transmitindo uma mensagem sobre a transitoriedade da vida.

5 – Sé Catedral de Évora:
Outra importante atração da principal cidade do Alentejo é a maior catedral medieval de Portugal. Com duas torres assimétricas e uma cúpula notável, a igreja é austera e grandiosa. 


Sua capela-mor é decorada com mármores de diversas origens e seu verdadeiro nome é Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, um verdadeiro marco da arquitetura portuguesa. 

6 – Castelo de Monsaraz:
Construído no século 14, proporciona uma vista panorâmica dos campos e do magnífico lago Alqueva. Sua localização é privilegiada, já que Monsaraz é um dos povoados mais charmosos do Alentejo. 


Construído com pedraria irregular de granito e xisto, é um castelo como o que as crianças imaginam em seus contos de fadas, com suas imponentes muralhas protegendo o vilarejo. 

7 – Aqueduto da Amoreira:
Um dos cartões postais da cidade de Elvas, o Aqueduto da Amoreira foi uma ousada construção para suprir a escassez de água devido ao aumento da população nos tempos antigos. 


Sua construção foi iniciada em 1530 e se prolongou por um século. Com 843 arcos e algumas galerias subterrâneas, é uma das obras mais intrigantes do Alentejo.

8 – Templo romano de Évora:
Com mais de 2000 anos, é uma das ruínas históricas mais importantes de Portugal e um dos mais visíveis símbolos da ocupação romana na cidade. 


Considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, é um ponto turístico obrigatório em uma visita pela região.

9 – Forte da Graça:
Conhecida por sua história marcada pela guerra, Elvas abriga diversos fortes construídos para proteger a região de invasores. 


Em posição dominante sobre o monte Nossa Senhora da Graça, o Forte da Graça se destaca por sua arquitetura peculiar, que proporciona uma vista aérea impressionante. É possível conhecer outras construções similares na mesma cidade.

10 – Santuário de Nossa Senhora de Aires:
Uma verdadeira obra de arte do barroco alentejano, fica no pacato vilarejo de Viana do Alentejo. 


Por dentro e por fora, a construção é um verdadeiro espetáculo de cores, com mármores e talha dourada, detalhes robustos e objetos centenários.

11 – Cromeleque dos Almendres:
Com aproximadamente sete mil anos de idade, este impressionante monumento megalítico está localizado nos arredores de Évora. 


Com mais de 90 monólitos dispostos em formato circular e em perfeito estado de conservação, guarda parte da história da humanidade no período Neolítico.

- Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. 


Detentor de três títulos da UNESCO e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. 

Fonte: Jessica Ferreira