quinta-feira, 18 de maio de 2017

A cabra montesa é atração turística nas montanhas suiças


A região de Interlaken, na Suíça, oferece uma gama de possibilidades de atividades a todo turista que visita o país. Conhecida como a capital da aventura, Interlaken é uma região de beleza única. Um dos lugares com as vistas mais belas e um conjunto de montanhas com paisagens de tirar o fôlego, o destino também é uma ótima pedida para aqueles que querem observar animais selvagens de perto. 
De junho a outubro, a montanha Niederhorn torna-se um dos principais pontos de observação animal. Com a privilegiada vista do Lago Thun e dos Alpes da região, o passeio torna-se ainda mais atraente.


O personagem principal desse espetáculo selvagem é o íbex-dos-alpes, mais conhecido como cabra montesa. Esse belíssimo animal pode atingir até 100 kg e um metro de altura, sendo que seus chifres podem chegar a um metro. Ou seja: uma presença imponente para a atividade de observação. A majestosa espécie adorna o brasão de mais de 50 cidades e vilarejos na Suíça. Ela é o símbolo do grupo ambientalista suíço Pro-Natura e também está no logotipo da marca de cerveja local Calanda. 


Com habilidades de escalada que deixam até os mais talentosos alpinistas com inveja, a cabra montesa é um atrativo para aqueles que procuram se aproximar dos animais e, de quebra, realizar essa tarefa com o cenário impressionante dos Alpes Suíços. Existem ainda cerca de 15.000 espécimes de íbex na Suíça, o que é relativamente surpreendente, pois na primeira metade do século passado eles foram caçados até sua quase extinção. Em Niederhorn, pode-se ver muitos desses animais de perto. “Os íbex não são caçados aqui, por isso são tão amigáveis”, explica Urs Grossniklaus, especialista em vida selvagem e guia turístico da região há mais de 10 anos.


- Serviço:

Passeio de observação da vida selvagem em Niederhorn

Preço: Grupos (19,50 francos suíços para crianças e 39 francos suíços para adultos) -Tour privado (a partir de 300 francos suíços)

Duração: aproximadamente 5 horas



Fonte: Luciana Paulino

A conservação do solo na produção de café


O dia 15 de abril foi estabelecido como o Dia Nacional da Conservação do Solo e essa data foi escolhida justamente por ser o nascimento de Hugh Hammond Bennet, um importante cientista norte-americano, considerado o pai da conservação do solo. Entre os anos de 1920 e 1930, ele conscientizou os Estados Unidos sobre a importância da proteção dos solos e a magnitude da ameaça da erosão. 


Suas publicações trouxeram luz ao fato de que a existência humana na terra está ligada à formação do solo e que o seu mau uso representa grande risco para nossas atividades econômicas. Seus esforços fizeram com que o Ministério da Agricultura criasse uma assistência técnica especializada para levar informação aos produtores rurais sobre erosão e conservação. Por esse motivo, a sociedade deve refletir sobre a forma que utiliza a terra e assim, viabilize sua manutenção e produza de forma mais sustentável.

A sustentabilidade na cafeicultura tem sido fortalecida por meio de sistemas de produção conservacionistas que minimizam os impactos ao meio ambiente, respeitando os limites dos recursos naturais, como água e solo, que proporcionam condições de trabalho adequadas aos trabalhadores rurais, conforme legislações específicas. 

Além disso, gera retorno financeiro atrativo aos produtores rurais para produzir e ter condições de continuar a desenvolver a atividade. Os sistemas de produção sustentáveis têm, por fundamento, as Boas Práticas Agrícolas (BPA).

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as BPAs podem ser definidas como conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas para a produção, processamento e transporte de alimentos, orientadas a cuidar da saúde humana, proteger o meio ambiente e melhorar as condições dos trabalhadores, produtores e suas famílias. 

Entre os objetivos das BPAs, podemos citar: aumentar a rentabilidade do produtor rural, com mais produtividade e qualidade da produção, aumentar a confiança do consumidor na qualidade e inocuidade dos produtos, minimizar o impacto ambiental com o uso racional de produtos fitossanitários e dos recursos naturais, adotar procedimentos que garantam a saúde e segurança dos agricultores e realizar ações que promovam a agricultura e o desenvolvimento rural sustentável.

A sustentabilidade não é importante apenas para o Cecafé. É uma área vital para a cadeia de café em todo o mundo. A perspectiva para o futuro é de que para produzir café suficiente para abastecer o globo precisamos empregar práticas sustentáveis ​​no campo. Devemos continuar mudando nossa mentalidade nos negócios e na produção para garantir a continuidade e o desenvolvimento de nosso mercado.

Nesse sentido, o Cecafé atua para promover as boas práticas, incluindo a conservação e manejo do solo. O Programa Produtor Informado, criado pelo Cecafé em 2006, tem como objetivo levar inclusão digital para o meio rural e disseminar a sustentabilidade na cafeicultura. 

O curso contém 14 aulas, com duração de 2 horas cada, sendo 6 aulas de informática aplicada e 8 aulas de Boas Práticas Agrícolas, que tem como referência e material de apoio o Currículo de Sustentabilidade do Café. O currículo possui dois dos 18 itens que tratam especialmente da questão do manejo e conservação dos solos. 

O instrutor de cada uma das turmas dedica uma aula inteira para falar sobre o tema. Somado às práticas de campo, outros assuntos relacionados são lecionados, como a irrigação e proteção integrada do cafezal. As ações essenciais para conservação do solo se estendem para os cuidados da propriedade como um todo: preservar vegetação nativa e usar a água de forma racional, entre outros.

Os esforços das instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação, como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Procafé, Instituto Agronômico (IAC), Instituto Capixaba de Pesquisa (Incaper), Assistência Técnica e Extensão Rural, Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Ceticaf), entre outras, ao longo dos anos, trazem novas tecnologias e soluções técnicas, somado aos investimentos das empresas e entidades de representação do setor na promoção e implementação de melhorias.

O amplo uso das boas práticas na cafeicultura brasileira fortalece o caminho para que o setor se desenvolva de forma sustentável e, nesse sentido, o manejo e conservação dos solos trazem inúmeros benefícios para toda a sociedade e para as gerações futuras.



Fonte: Marcos Matos é diretor geral do Cecafé

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Viajando de carro pelo Alentejo


Viajar de carro é a melhor maneira para realizar um roteiro pelo Alentejo e conhecer os belos cenários da maior região de Portugal. Mesmo com boas opções de transporte público, como trem e ônibus, o passeio de carro permite maior liberdade, contato com a natureza e a descoberta de diversos tesouros portugueses durante o trajeto. O Alentejo tem apenas 500 mil habitantes. Isso significa que não há grandes metrópoles, e sim pequenas e charmosas cidades e vilarejos espalhados por todo o seu território. Évora é a mais importante da região e fica a pouco mais de uma hora de Lisboa, principal porta de entrada para Portugal. 



É possível alugar um carro diretamente no aeroporto, e a maioria das locadoras possui carros com o “Via Verde”, um sistema simplificado de pagamento de pedágios. Depois de visitar o Templo Romano e a Igreja de São Francisco, com a sinistra Capela de Ossos, não se esqueça de comprar lembrancinhas nas diversas lojas espalhadas pela cidade.

A próxima parada é a encantadora vila de Monsaraz, que fica a apenas 50 minutos de Évora, com seu imponente castelo, ruas estreitas com casas pintadas de branco e graciosos artesanatos. O contato com a cultura local é evidente, sendo a Casa da Inquisição e as mostras de arte na Igreja de Santiago paradas essenciais para conhecer melhor sobre essa fascinante vila alentejana.


Para chegar ao próximo destino, a vila de Mourão, é só cruzar o belíssimo Lago Alqueva, num percurso de 20 minutos. Do alto de seu castelo, é possível desfrutar de uma vista panorâmica incrível, contemplando todo o local banhado pelas águas do Rio Guadiana. 


Dentre os destaques de Mourão, estão o Jardim da Praça Pública, a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias e o Parque de Merendas, perfeito para um delicioso piquenique ao ar livre.  A apenas 40 minutos dali, fica a cativante Moura, vilarejo onde o visitante se depara com inúmeras construções que apresentam muitos elementos da arquitetura árabe. A igreja matriz, dedicada a São João Batista, e a igreja de São Francisco são pontos que merecem destaque. Para saber mais sobre a influência da cultura muçulmana nos costumes locais, não deixe de conhecer o bairro de Mouraria e a exposição do Núcleo Árabe.


O trajeto de 50 minutos até Beja passa por diversas paisagens e lugares pitorescos. Famosa por sua singularidade e atrações históricas, a localidade tem atividades que agradam todos os gostos. Seus variados restaurantes dispõem das melhores opções gastronômicas, como na Herdade dos Grous. 


O cardápio oferece os principais pratos típicos alentejanos, elaborados com ingredientes produzidos no local. A cidade ainda tem atrações históricas como a Torre de Menagem, a Vila Romana de Pisões e a “janela de Mértola”, em exposição no Museu Regional, que recorda o episódio de “As Cartas Portuguesas”, escritas pela freira Mariana Alcofrado no século XVII para declarar seu amor para um cavaleiro francês.



Fonte: Jessica Ferreira

Brasil terá de se “vacinar” contra epidemia de ransomware


Atreladas a uma série de benefícios, as tecnologias também surgem com uma extensa gama de riscos às empresas de todo o mundo. Certamente você já ouviu falar muito em ciberataques ou cibersegurança, mas não passaram de matérias em revistas e jornais. Pois bem, apesar de parecer uma realidade muito distante, qualquer empresa/empresário, ou pessoa comum, pode se tornar uma vítima da praga virtual desta década: o ransomware.

Ransom, no inglês, significa “Pagar para ter a Liberdade ou Resgate” e Ware vem de Malware, um software malicioso, que pode ser infiltrado em computadores e até mesmo smartphones. Com os ransomwares, criminosos invadem sistemas e bloqueiam todos os dados. Para liberá-los, eles cobram um resgate substancioso.

Apesar de apresentar um grande risco para empresas e até mesmo para o governo, no Brasil ainda não há uma mobilização para deter esse tipo de cibercrime. De acordo com um estudo realizado pela Trend Micro, com 300 empresas, revelou que 51% das empresas brasileiras pesquisadas foram vítimas de um ataque de ransomware em 2016.

O Brasil virou as costas para esse tema. Não temos estratégia de linha de frente para lidar e ajudar empresas e o país a lidar contra o cibercrime, e muito menos orçamento para cibersegurança. Estamos caminhando às escuras no mundo digital. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, foram criadas agências e feitos grandes investimentos para cibersegurança. Só na Inglaterra, foram investidos 1,9 bilhões de libras em programas de cibersegurança. E não parou por aí. 


Em breve, o CyberSecurity se transformará em matéria na grade curricular das escolas inglesas. Nos EUA, Trump lançou um budget de 1,5 bilhões de dólares para se prevenir contra esse tipo de crime. CyberSecurity, ou cibersegurança, no português, deixou de ser tópico de Geeks e passou ser pauta na agenda de executivos.

Já no Brasil, os números de continuam alarmantes, principalmente por apontar que 56% das empresas não contam com tecnologias para monitoramento e detecção de comportamento suspeito na rede. Com a chegada da era digital, isso deveria ser uma prioridade nos negócios.

No caso do ransomware, ele funciona como um Crytoviral Extorsion Attack, tipo de ataque que deixa dados de um computador encriptografados, ou seja, os arquivos são trancados e o dono fica refém dos criminosos, tendo de pagar um resgate para consegui-los de volta. E não existe garantias que mesmo pagando obterá as chaves para que tenha seus arquivos resgatados. Ainda assim, o levantamento revela que 54% das empresas brasileiras não possuem ferramentas para monitorar e possivelmente detectar ataques de criptografia não-autorizada.

Para 2017, as previsões são ainda mais preocupantes. Estima-se que o ransomware se torne generalizado e tenha novas variantes, podendo atingir também backup baseadas em nuvem. Neste ano, o lucro desses criminosos deve chegar ao montante de pelo menos US$ 5 bilhões. Uma quantia que o mercado mundial não pode esbanjar em tempos de recuperação econômica; quem dirá o Brasil. 

Como o governo pretende lidar com esse aumento de ataques, se não temos nem uma agência para lidar com o tema? Hoje, para parar um país, basta parar a internet!

Do lado da indústria nacional, como se defender se as empresas ainda tendem a confundir SPAM com Phishing (e-mails o ou sites falsos para capturar dados como senhas, cartão de crédito, CPF e ect)? Estamos preparados para uma epidemia de ransomware? Uma pergunta simples que eu faço aos empresários é: 

- Qual o custo dos seus dados? 

- Aqueles que você demorou anos para montar e estruturar sua empresa? 

- Vale a apena investir em cibersegurança? 

Ficando vulnerável a esse tipo de ataque, que pode acontecer a qualquer momento com apenas um clique, empresas estão sujeitas a grandes danos como: 

- Reputaticional; 

- Paralisação das operações da empresa total ou parcial, dependendo o nível do ataque; 

- Perda financeira, ou até mesmo fechamento da empresa, por consequência de perda total dos dados; 

- Paralisação e perda de efetivo trabalhando, ou seja, funcionários sem poder trabalhar;

- Potencial perda de atendimento ao cliente por não ter sistema operando para atender clientes.

Mesmo com todos esses risco, a pesquisa feita em 2016 aponta um certo desconhecimento sobre reais riscos que as empresas correm ao não agirem contra os ransomwares. A maioria delas (80%) afirma confiar nos dados de backup nos servidores e desktops como a principal defesa contra esse tipo de ataque. Mas eu lhes afirmo:- " infelizmente não existe 100% proteção contra o ransomware. Porém, a empresa precisa rever sua Matriz de Risco e fazer uma avaliação de potencial gaps. Com esse mapa, pode se reduzir o risco de “irá acontecer” para “controlável”.

Fonte: Rafael Narezzi- é especialista em cibersegurança, com mais de 20 anos de experiência no ramo.